PT COLHE O ÓDIO QUE SUA COMUNICAÇÃO RAIVOSA SEMEIA

Lula discursando no velório de D. Marisa Letícia – Foto: Divulgação

São reprováveis os comentários nas redes sociais que festejaram o AVC e a morte de D. Marisa Letícia. Diria que repugnantes para um país de cultura cristã como o nosso. Penso que o respeito a qualquer ser humano no leito de morte deve estar acima de qualquer ideologia político-partidária.

No entanto, não deixa ser curioso ver os militantes, simpatizantes, artistas, colunistas, jornalistas, blogs e sites alinhados ao PT condenando e questionando o discurso de ódio contra o Partido dos Trabalhadores, Lula e outros nomes petistas.

Embora nada justifique os ataques virulentos contra D. Marisa e seus familiares nesses últimos dias, vale ressaltar que o PT e Lula são os principais responsáveis por essa cultura do ódio de caráter político instalada no país.

Vale lembrar que, após três tentativas fracassadas por causa de sua postura radical (1989, 1994 e 1998), Lula só conseguiu chegar ao poder em 2002 depois de ter adotado o lema “Lulinha paz e amor”.

E, ao chegar o poder, promoveu o arrogante discurso do “nós contra eles”.

É de conhecimento de todos que o PT sempre tratou seus adversários políticos como inimigos (destruindo reputações com ajuda de blogueiros alinhados ao partido). Mas foi na campanha presidencial de 2014, na reeleição de Dilma, que o partido extrapolou com uma virulência jamais vista numa campanha eleitoral.

O marqueteiro de Dilma, João Santana, hoje condenado junto com sua esposa em um dos processos da Lava Jato (veja AQUI), maquiavelicamente, não poupou esforços para atacar ferozmente os adversários da ex-presidente petista, principalmente Marina Silva (Rede) e Aécio Neves (PSDB).

Com isso, os ânimos entre militantes, políticos e eleitores se acirraram de tal forma que, mesmo após o pleito, as feridas dos embates eleitorais não se cicatrizaram. E com a economia em frangalhos e as roubalheiras da Petrobras escancaradas pela Operação Lava Jato, a polarização política se radicalizou ainda mais até culminar no impeachment de Dilma.

Embora os ânimos não estejam mais tão acirrados como nos tempos das eleições de 2014 e do processo de impeachment de Dilma, fato é que as feridas continuam abertas. E se depender de Lula, a radicalização do debate político vai continuar. Veja o que ele disse no velório de sua esposa:

“Na verdade, Marisa morreu triste. Porque a canalhice que fizeram com ela, e a imbecilidade e a maldade que fizeram com ela, eu vou dedicar [Lula não encerrou a frase]. Eu tenho 71 anos, não sei quando Deus me levará, acho que vou viver muito, porque eu quero provar que os fascínoras que levantaram leviandade com a Marisa tenham, um dia, a humildade de pedir desculpas a ela. Se alguém tem medo de ser preso, este que está aqui, enterrando sua mulher hoje, não tem. Não tenho que provar que sou inocente. Eles que precisam dizer que as mentiras que estão contando são verdadeiras. Então, Marisa, descanse em paz, porque esse Lulinha paz e amor vai continuar brigando muito por sua honra”, discursou como se estivesse em cima de um palanque eleitoral.

Muitos estão estupefatos com esse comportamento do Lula, de ele ter usado o velório da mulher para fazer comício político e ter falado de forma tão agressiva contra a Justiça do país.

Não quero aqui defender nenhum partido, pois não sou militante partidário. O embate político faz parte do jogo democrático. No entanto, é fato que o PT e Lula são os principais responsáveis pela promoção e a continuação dessa cultura de ódio no atual cenário político brasileiro.

Portanto, esses que estão questionando a cultura do ódio político que tem sido destilado contra o PT deveriam prestar mais atenção nos sinais que eles próprios estão transmitindo por meio de uma comunicação raivosa.

Deveriam observar melhor o que diz um famoso provérbio chinês: “Podemos escolher o que plantar, mas somos obrigados a colher o que semeamos.”

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