DILMA QUER REASSUMIR A PRESIDÊNCIA. OU: QUEM QUER DE VOLTA A GERENTONA INCOMPETENTE?

O então vice e atual presidente Michel Temer e a ex-presidente Dilma Rousseff – Foto: Divulgação

Após o corretor Lúcio Funaro contar em sua delação que o ex-deputado e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, teria comprado votos de parlamentares em favor do impeachment de Dilma, a defesa da ex-presidente petista pretende usar o seu depoimento no pedido de anulação do processo que a tirou da Presidência da Republica.

“Entendemos que na defesa da Constituição e do Estado Democrático de direito, o Poder Judiciário não poderá deixar de se pronunciar a respeito, determinando a anulação do impeachment de Dilma Rousseff, por notório desvio de poder e pela ausência de qualquer prova de que tenha praticado crimes de responsabilidade”, afirma o advogado José Eduardo Cardozo.

Já a defesa de Eduardo Cunha afirma que qualquer estudante de direito sabe que delação não comprova nada e desafia o Sr. Lúcio Funaro ou os advogados da ex-presidente Dilma a provarem a compra de um voto sequer.

O curioso disso tudo, caro leitor, é que Dilma sempre desqualificou todas as delações em que o seu nome foi citado. “Eu não respeito delator”, disse a ex-presidente em várias ocasiões. Segundo ela, delatores constroem versões falsas e fantasiosas para conseguir a liberdade e a redução de pena.

E como é que agora ela está acreditando piamente nessa delação do Funaro? Quanta contradição e hipocrisia, não é mesmo?

É uma senhora totalmente sem noção. Se ela sonha em voltar ao cargo, pode esquecer. Ninguém a quer de volta: nem o povo nem o Planalto. E tampouco o Congresso Nacional.

Além do mais, o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já tendo conhecimento da tal delação de Funaro, antes de deixar a PGR, no mês passado, emitiu um parecer contrário ao pedido da ex-presidente para anular o impeachment e voltar ao cargo.

“O processo de impeachment foi autorizado e conduzido com base em motivação idônea e suficiente, não havendo falar em ausência de justa causa. Não fosse a prova produzida suficiente, aos olhos dos senadores, muito provavelmente não haveria condenação por tão expressiva maioria (61 de 81 votantes)”, escreveu Janot.

Leia AQUI a íntegra do parecer emitido por Rodrigo Janot.