SERÁ HUCK O “SALVADOR DA PÁTRIA”?

De acordo com a pesquisa Barômetro Político Estadão-Ipsos, divulgada nesta quinta-feira (23/11), entre os 23 nomes apresentados aos entrevistadores, Luciano Huck foi o que teve a melhor avaliação. O apresentador global apresentou um salto de 17 pontos porcentuais desde setembro, passando de 43% para 60%. Já a desaprovação caiu de 40% para 32% no mesmo período.

Entretanto, vale ressaltar que a pesquisa Ipsos não é de intenção de voto. O que os pesquisadores dizem aos entrevistados é o seguinte: “Agora vou ler o nome de alguns políticos e gostaria de saber se o (a) senhor (a) aprova ou desaprova a maneira como eles vêm atuando no País”.

Huck não é político, mas diante da grande insatisfação do povo para com os políticos, ao que tudo indica, o apresentador do Caldeirão começa a ser visto como um “Salvador da Pátria”.

Confira nos gráficos abaixos da Pesquisa Ipsos, a avaliação dos 23 nomes apresentados aos entrevistadores:

Saiba mais sobre a pesquisa, clicando AQUI.

A IMPRENSA CONSEGUIRÁ DESTRUIR BOLSONARO?

Veja, de outubro passado, e última edição da revista Isto É

No mês passado, a Veja estampou em sua capa que o deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) é uma “ameaça”. Agora, foi a vez de a revista Isto É, em sua última edição, estampar na capa que o polêmico pré-candidato à Presidência da República representa um “perigo”.

Se Bolsonaro é um perigo ou não, a meu ver, a imprensa está fazendo o seu papel de informar ao público as ideias controversas do candidato. Afinal, vamos ter uma eleição presidencial no ano que vem. Penso ser importante sabermos tudo a respeito de todos os presidenciáveis.

Agora, se a intenção da imprensa é destruir a candidatura de Bolsonaro – vista até, há pouco tempo, como folclórica, mas que a cada dia fica mais evidente que uma eventual vitória do presidenciável é uma possibilidade real de acontecer -, resta saber se as redações dos grandes jornais e de revistas renomadas conseguirão miná-la.

Que a imprensa ainda tem poder, isso é inquestionável. Todavia, é fato, também, que a imprensa não tem mais o protagonismo do passado. Hoje, a internet promove o contraponto por meio de sites, blogs e redes sociais. Portanto, ficou mais difícil para a imprensa manipular os fatos.

Outrossim, que venham mais capas da Veja, Isto É, Época e matérias polêmicas de jornais sobre todos os presidenciáveis. Informação nunca é demais. E que o eleitor tire suas próprias conclusões.

BOLSONARO GANHARIA BRINCANDO DE LULA, MAS SERIA ‘ESMAGADO’ POR HUCK

Ex-presidente Lula, deputado Jair Bolsonaro e apresentador Luciano Huck – Fotos: Divulgação

Hoje, todas as pesquisas de intenção de votos mostram uma polarização entre o ex-presidente Lula (PT) e o deputado Jair Bolsonaro (PSC) na disputa presidencial de 2018.

Caso Lula consiga concorrer às eleições – vai depender de uma absolvição na segunda instância sobre o caso do tríplex do Guarujá – e dispute com Bolsonaro um eventual segundo turno, a expectativa é que o polêmico deputado ganhe brincando do petista nas urnas.

Para derrotar Lula – que foi denunciado pelo Ministério Público como ‘grande idealizador’ de uma organização criminosa que promoveu o escandaloso assalto à Petrobras, entre outras denúncias de corrupção que pesam contra ele -, a tendência é que 90% dos eleitores brasileiros votem em Bolsonaro contra o ex-presidente mais corrupto do país em todos os tempos.

Já em um cenário sem Lula, mas com Luciano Huck, a situação muda de figura. Segundo alguns analistas políticos, o apresentador da Globo tem um potencial gigantesco de atrair votos tanto dos ricos quanto dos pobres, tanto dos conservadores quanto dos liberais. Além de moderados de centro-esquerda.

E vale ressaltar que o mercado começa levar a sério uma eventual candidatura de Luciano Huck.

Consciente da ameaça de uma futura candidatura do apresentador do Caldeirão e para tentar acalmar o mercado e aos brasileiros, Bolsonaro tratou logo de divulgar uma carta à sociedade nos moldes da “Carta ao Povo Brasileiro”, de Lula, em 2002. Confira abaixo:

“Comunicado aos cidadãos do Brasil:

Nos últimos dias o Dr. Adolfo Sachsida foi apresentado pela imprensa como o “conselheiro” do deputado Jair Bolsonaro. Conforme nota já divulgada, houve sim conversas com o talentoso economista.

Também entendemos o interesse da sociedade pela equipe de acadêmicos e profissionais que estão integrando nosso time.

Nesse sentido, podemos antecipar que já contamos com um sólido grupo, composto por professores de algumas das melhores universidades do Brasil e da Europa. Indivíduos que são referência na academia, com vários papers publicados em revistas ranqueadas, com larga experiência profissional e sem máculas em seus respectivos históricos.

Evidentemente que nenhum dos membros de nossa equipe defende ideias heterodoxas ou apreço por regimes totalitários.

Sabemos que estamos lidando com a vida e o futuro de centenas de milhões de pessoas. Assim, afirmamos que, absolutamente, todas as propostas serão pautadas pelo respeito aos contratos, respeito às leis e pelo TOTAL respeito à Constituição Brasileira.

Um amplo trabalho vem sendo desenvolvido há alguns meses e já existiram dezenas de reuniões. Não se tratando de algo rápido ou superficial.

Sabemos do momento dramático pelo qual o Brasil atravessa e estamos cientes que o nome de Jair Bolsonaro representa esperança de dias melhores para mais de duzentos milhões de brasileiros. Todavia, pedimos um pouco mais de paciência a todos, para que tudo seja feito de forma profissional, séria e ética. Como sempre será feito!

Brasil acima de todos e Deus acima de tudo.”

BOLSONARO PASSA LULA NO RIO, MAS CANDIDATO PODE SE DERRETER EM 2018

Deputado Jair Bolsonaro e ex-presidente Lula – Fotos: Michel Filho/Agência O Globo e Divulgação

De acordo com levantamento da Orbe Pesquisa e Comunicação divulgado neste domingo (05/11) pela Coluna Informe, do jornal O Dia, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) já ultrapassou o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, no Rio de Janeiro.

Na simulação espontânea, Bolsonaro é citado por 19,1% dos entrevistados. Lula tem a preferência 18,9%. Em terceiro lugar, Marina é lembrada por apenas 3,2% das pessoas.

Essa liderança de Bolsonaro no Rio não chega a ser nenhuma novidade. Sua popularidade é visivelmente constatada no território fluminense, onde se ouve muito seu nome pelas ruas, bares, transportes coletivos, igrejas , entre outros locais. Vale destacar ainda que sua base eleitoral está fundamentada em nosso Estado.

No entanto, não se pode dizer que a situação do Bolsonaro é completamente favorável. Por enquanto, o cenário é de pré-campanha eleitoral. O bicho vai pegar mesmo é na campanha oficial.

Embora sua popularidade não para de crescer em todo o país, o pouco tempo de TV poderá derretê-la.

A Folha de São Paulo fez uma projeção sobre o tempo de televisão dos principais candidatos à Presidência em 2018. No caso de Bolsonaro, ele teria apenas 10 segundos em cada bloco – um à tarde e outro à noite, nas terças, quintas e sábados dos 37 dias que antecedem o 1º turno.

Como a campanha do ano que vem promete ser uma das mais agressivas de todos os tempos, Bolsonaro não terá tempo suficiente para se defender dos ataques na TV.

As redes sociais têm sido apontadas como alternativa para compensar o pouco tempo na TV. De fato, as redes sociais já provaram seu poder de fogo. Se Bolsonaro hoje tem toda essa força eleitoral é graças à mobilização de seus seguidores nas mídias sociais. Entretanto, a TV ainda tem muita importância e um poder de influência incomensurável.

Bolsonaro está agora entre a cruz e a espada. Vai ter que analisar muito bem se filia ou não à uma legenda nanica.

PLEBISCITO FOI TIRO NO PÉ DE RODRIGO NEVES

Resultado final do plebiscito não foi bom para a imagem do prefeito Rodrigo Neves – Fotos: Divulgação

Já elogiei aqui a louvável atitude democrática do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PV), por ter promovido um plebiscito para consultar a população niteroiense sobre o armamento da Guarda Municipal. Na minha opinião, foi um belo exercício de democracia do mandatário da cidade.

No entanto, no que se refere a ganho político, a vitória do ‘não’ – 70,9% (13.478) contra 29,1% (5.480) – foi péssima para a imagem do prefeito.

Há quem discorde e diga que ele saiu vencedor com a grande visibilidade que obteve na mídia.

Sim. Concordo que o prefeito ganhou muita visibilidade com o plebiscito, entretanto, a rejeição da população ao armamento da Guarda Municipal imprimiu um aspecto negativo a essa ampla visibilidade.

Como Rodrigo Neves já havia se manifestado a favor do uso de armas de fogo pelos guardas municipais, a impressão que muitos estão tendo agora é que a população viu no plebiscito uma oportunidade para contrariar o prefeito, ou seja, expressar sua rejeição ao mandatário da cidade.

E essa rejeição fica ainda mais evidente se levarmos em consideração que menos de 10% dos eleitores de Niterói (371.736) participaram do plebiscito, ou seja, a grande maioria pouco se lixou para a consulta pública sobre o armamento.

Sendo assim, podemos concluir que o plebiscito foi um tiro no pé de Rodrigo Neves.

Com pretensões de se candidatar ao governo do Estado e ajudar o presidenciável Ciro Gomes com um palanque forte no Rio, o resultado negativo do plebiscito sinalizou dificuldades para os planos políticos de Neves e do PDT.

Aliás, o prefeito ficou de dar uma resposta ao PDT, no final de outubro, se aceitaria ou não se candidatar ao governo fluminense pelo partido brizolista. Pois bem, já estamos em novembro… aguardemos, então, as próximas horas para conhecer sua resposta.

NITERÓI DIZ ‘NÃO’ AO ARMAMENTO DE RODRIGO NEVES E BOLSONARO

Prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, e deputado Jair Bolsonaro – Fotos: Reprodução TV e Divulgação

70,1% (13.478) contra 28,9% (5.480) dos 18.990 niteroienses que votaram ‘NÃO’ ao armamento da Guarda Municipal de Niterói impuseram ontem (29/10) uma derrota ao prefeito da cidade, Rodrigo Neves (PV), que é a favor do uso de armas letais pelos guardas municipais, e ao discurso do deputado e presidenciável, Jair Bolsonaro (PSC-RJ), defensor do amplo armamento da sociedade brasileira.

Embora menos de 10% do número de eleitores de Niterói (371.736) tenham participado do plebiscito promovido pela Prefeitura sobre o armamento da Guarda Municipal, o resultado negativo reflete o posicionamento da população niteroiense sobre o polêmico tema.

Se a população foi contra o armamento dos guardas municipais, que iriam receber treinamento, indiretamente, ficou também claro que o amplo armamento da sociedade brasileira é visto ainda como algo complexo e temerário pelas pessoas em geral.

Com isso, os maiores derrotados da vitória do “Não” ao armamento da Guarda Municipal de Niterói foram Rodrigo Neves e Jair Bolsonaro.

Entretanto, é preciso reconhecer a louvável atitude democrática do prefeito de ter consultado a população. Ele deu um belíssimo exemplo de exercício da democracia e de respeito aos cidadãos niteroienses.

CITADO PELA PRIMEIRA VEZ EM PESQUISA DO IBOPE, HUCK ESTÁ À FRENTE DE CIRO E DORIA

Apresentador Luciano Huck, ex-governador Ciro Gomes e prefeito de São Paulo, João Doria – Fotos: Divulgação

De acordo com pesquisa Ibope divulgada neste domingo (29/10) pelo Blog Lauro Jardim, Lula segue liderando na disputa presidencial, com 35%. Em seguida, Jair Bolsonaro com 13%. Nenhuma novidade quanto à essa informação. Levantamentos de diversos institutos vêm retratando esse quadro eleitoral.

A novidade mesmo foi o nome de Luciano Huck ter sido citado pela primera vez numa pesquisa do Ibope.

E em dois cenários elaborados pelo instituto, o apresentador global aparece à frente do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT) e, do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB). Já em relação ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), Huck alterna. Em um cenário, aparece empatado com o tucano. Em outro, à frente.

Como se vê, o nome de Luciano Huck está, cada vez mais, se consolidando para a disputa presidencial em 2018.

Confira abaixo os três cenários eleitorais apontados pelo Ibope: