PLEBISCITO FOI TIRO NO PÉ DE RODRIGO NEVES

Resultado final do plebiscito não foi bom para a imagem do prefeito Rodrigo Neves – Fotos: Divulgação

Já elogiei aqui a louvável atitude democrática do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PV), por ter promovido um plebiscito para consultar a população niteroiense sobre o armamento da Guarda Municipal. Na minha opinião, foi um belo exercício de democracia do mandatário da cidade.

No entanto, no que se refere a ganho político, a vitória do ‘não’ – 70,9% (13.478) contra 29,1% (5.480) – foi péssima para a imagem do prefeito.

Há quem discorde e diga que ele saiu vencedor com a grande visibilidade que obteve na mídia.

Sim. Concordo que o prefeito ganhou muita visibilidade com o plebiscito, entretanto, a rejeição da população ao armamento da Guarda Municipal imprimiu um aspecto negativo a essa ampla visibilidade.

Como Rodrigo Neves já havia se manifestado a favor do uso de armas de fogo pelos guardas municipais, a impressão que muitos estão tendo agora é que a população viu no plebiscito uma oportunidade para contrariar o prefeito, ou seja, expressar sua rejeição ao mandatário da cidade.

E essa rejeição fica ainda mais evidente se levarmos em consideração que menos de 10% dos eleitores de Niterói (371.736) participaram do plebiscito, ou seja, a grande maioria pouco se lixou para a consulta pública sobre o armamento.

Sendo assim, podemos concluir que o plebiscito foi um tiro no pé de Rodrigo Neves.

Com pretensões de se candidatar ao governo do Estado e ajudar o presidenciável Ciro Gomes com um palanque forte no Rio, o resultado negativo do plebiscito sinalizou dificuldades para os planos políticos de Neves e do PDT.

Aliás, o prefeito ficou de dar uma resposta ao PDT, no final de outubro, se aceitaria ou não se candidatar ao governo fluminense pelo partido brizolista. Pois bem, já estamos em novembro… aguardemos, então, as próximas horas para conhecer sua resposta.

NITERÓI DIZ ‘NÃO’ AO ARMAMENTO DE RODRIGO NEVES E BOLSONARO

Prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, e deputado Jair Bolsonaro – Fotos: Reprodução TV e Divulgação

70,1% (13.478) contra 28,9% (5.480) dos 18.990 niteroienses que votaram ‘NÃO’ ao armamento da Guarda Municipal de Niterói impuseram ontem (29/10) uma derrota ao prefeito da cidade, Rodrigo Neves (PV), que é a favor do uso de armas letais pelos guardas municipais, e ao discurso do deputado e presidenciável, Jair Bolsonaro (PSC-RJ), defensor do amplo armamento da sociedade brasileira.

Embora menos de 10% do número de eleitores de Niterói (371.736) tenham participado do plebiscito promovido pela Prefeitura sobre o armamento da Guarda Municipal, o resultado negativo reflete o posicionamento da população niteroiense sobre o polêmico tema.

Se a população foi contra o armamento dos guardas municipais, que iriam receber treinamento, indiretamente, ficou também claro que o amplo armamento da sociedade brasileira é visto ainda como algo complexo e temerário pelas pessoas em geral.

Com isso, os maiores derrotados da vitória do “Não” ao armamento da Guarda Municipal de Niterói foram Rodrigo Neves e Jair Bolsonaro.

Entretanto, é preciso reconhecer a louvável atitude democrática do prefeito de ter consultado a população. Ele deu um belíssimo exemplo de exercício da democracia e de respeito aos cidadãos niteroienses.

CITADO PELA PRIMEIRA VEZ EM PESQUISA DO IBOPE, HUCK ESTÁ À FRENTE DE CIRO E DORIA

Apresentador Luciano Huck, ex-governador Ciro Gomes e prefeito de São Paulo, João Doria – Fotos: Divulgação

De acordo com pesquisa Ibope divulgada neste domingo (29/10) pelo Blog Lauro Jardim, Lula segue liderando na disputa presidencial, com 35%. Em seguida, Jair Bolsonaro com 13%. Nenhuma novidade quanto à essa informação. Levantamentos de diversos institutos vêm retratando esse quadro eleitoral.

A novidade mesmo foi o nome de Luciano Huck ter sido citado pela primera vez numa pesquisa do Ibope.

E em dois cenários elaborados pelo instituto, o apresentador global aparece à frente do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT) e, do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB). Já em relação ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), Huck alterna. Em um cenário, aparece empatado com o tucano. Em outro, à frente.

Como se vê, o nome de Luciano Huck está, cada vez mais, se consolidando para a disputa presidencial em 2018.

Confira abaixo os três cenários eleitorais apontados pelo Ibope:

QUE DOIDEIRA É ESSA??? 13% DOS ELEITORES DE BOLSONARO PODEM VOTAR EM LULA

Jair Bolsonaro recebido por partidários em Belém (PA) – Foto: Antônio Cícero/Photopress/Estadão

Matéria publicada neste domingo (22/10) pelo O Globo informa que 6% dos eleitores do ex-presidente Lula têm o deputado Jair Bolsonaro como segunda opção de voto nas eleições presidenciais de 2018.

E, pasmem!, no sentido contrário, 13% dos eleitores de Bolsonaro afirmam que votariam em Lula.

Considerando que a grande maioria do eleitorado de Lula é formado hoje por pessoas menos escolarizadas e de baixa renda, até dá para entender um certo grau de despolitização desses 6% de eleitores.

Já em relação a Bolsonaro, a situação é inversa. Seu apoio vem das faixas de renda mais alta e dos mais escolarizados. Portanto, é totalmente contraditório o comportamento desses 13% de eleitores que pretendem votar em Lula, que é duramente criticado por Bolsonaro e sua militância nas redes sociais.

De acordo com o diretor-geral do Datafolha (instituto que apontou essa tendência eleitoral), Mauro Paulino, esses eleitores não estão preocupados com ideologias políticas:

— Existem eleitores que, diante do cenário de muita corrupção, crise econômica, se tornam mais pragmáticos. Vão olhar aquele que vai resolver a situação de forma como ele entende mais rápida e eficiente, independentemente da corrente política — analisa.

Concordo que, no Brasil, o voto, em determinadas circunstâncias, é mais pragmático que ideológico. Para mim, o absurdo é uma pessoa esclarecida pensar em votar ainda em Lula, que é considerado o ex-presidente mais corrupto que este país já teve em todos os tempos, e que elegeu uma senhora totalmente incompetente que promoveu a maior recessão econômica da história do país, desempregando mais de 14 milhões de trabalhadores.

Sinceramente, não dá para entender esses eleitores “esclarecidos” e “antipetistas” do Bolsonaro, como também o voto de lulistas no homem que bate duro no líder máximo deles. Como dizem por aí: é o verdadeiro samba do crioulo doido.

MACHISTA, CIRO GOMES NÃO ACEITA ESTAR ABAIXO DE MARINA SILVA NAS PESQUISAS

Ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, e ex-senadora Marina Silva – Fotos: Divulgação

Que Ciro Gomes (PDT) é um político destemperado, vaidoso e fanfarrão, não é nenhuma novidade. No entanto, a meu ver, ele pegou pesado ao desqualificar a ex-senadora Marina Silva (Rede) como uma mulher “frágil” na disputa presidencial.

“Não a vejo com apetite de ser candidata, ou então é uma tática nova que eu nunca vi na minha vida pública, que é o negócio de jogar parado, de não dar opinião. Não vejo ela com a energia e o momento é muito de testosterona. Eu não elogio isso, é algo do Brasil. É um momento muito agressivo, e ela tem uma psicologia muito avessa a isso”, afirmou.

Até concordo que Marina, às vezes, parece tranquila demais para ser candidata numa disputa que tende a ser super agressiva, entretanto, Ciro não precisava ter baixado tanto o nível. Ele foi grosseiro, preconceituoso e machista ao tentar exclui-la do jogo.

Na verdade, o presidenciável Ciro está fraco nas pesquisas. Enquanto sua posição varia pouco nos levantamentos de intenção de votos, Marina aparece entre terceiro e segundo lugar, conforme os cenários elaborados pelos institutos de pesquisas.

No último Datafolha, por exemplo, em cenário sem Lula, Marina encabeça o primeiro lugar. Confira AQUI.

Parece que o machão do Ceará não aceita estar bem abaixo de uma mulher nas pesquisas.

Após a grosseria com Marina, a pré-candidata do PSOL à Presidência da República, Luciana Genro, chamou a atenção de Ciro nas redes sociais. Ciro, sem controle emocional, atacou Genro no próprio post publicado pela psolista. A discussão virou barraco. Veja AQUI.

Há quem ache que toda essa confusão envolvendo Ciro, Marina e Genro não passa de uma encenação para atrair a atenção e votos para a esquerda.

Pode até ser uma encenação, mas creio que não atrairá votos. A impressão que passa é que o campo das esquerdas está totalmente dividido. Sobra vaidades.

NEM CIRO NEM HADDAD, VOTOS DE LULA VÃO PARA HUCK

Apresentador Luciano Huck, ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, e ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad – Fotos: Divulgação

Caso o ex-presidente Lula seja condenado em segunda instância e seja impedido de disputar a Presidência da República, seus votos não iriam nem para Ciro Gomes (PDT) nem para Fernando Haddad (PT), possíveis nomes de um plano B dos petistas. Pasmem, quem seria beneficiado com a preferência dos eleitores lulistas é o apresentador Luciano Huck.

De acordo com o site O Antagonista, uma pesquisa inédita realizada em agosto, mostrou que num cenário sem Lula, o global herda entre 40% e 60% de seus votos, sobretudo entre os mais pobres.

Nesta quarta-feira (18/10), em seu artigo publicado na Folha, Luciano Huck nega que seja candidato ao Planalto: “Reafirmo que continuo achando que, de onde estou, fora do dia a dia da política, minha contribuição pode ser mais efetiva e relevante”, afirma.

Mas declara que apoiará movimentos da sociedade civil que se organiza para atuar na política:

“Tenho pensado, lido, refletido e ouvido muita gente sobre os melhores caminhos para tirar o Brasil desta triste situação em que nos encontramos. Os caminhos divergem, mas nunca vi tanta gente genuinamente empenhada em contribuir e se envolver. Como já me comprometi publicamente antes, quero e vou participar deste processo de renovação política no Brasil”, disse.

Leia o artigo na íntegra AQUI.

“BOLSONARO NÃO DURA SEIS MESES NA PRESIDÊNCIA”, DIZ O GURU DA DIREITA, OLAVO DE CARVALHO

Olavo de Carvalho, nos Estados Unidos – Foto: Jay Westcott / Polaris Images

Embora residente nos Estados Unidos, Olavo de Carvalho é considerado atualmente o guru da direita brasileira.

Com 380 mil seguidores no Facebook e 190 mil no Twitter, o filósofo direitista tem conquistado cada vez mais fãs, que compartilham aos montes suas ideias conservadoras nas redes sociais.

Citado pelo deputado Jair Bolsonaro (PSC) como uma de suas referências, Olavo diz que, por ser o único candidato “desvinculado do capital internacional”, ele teria seu voto.

Na matéria publicada ontem (13/10) pela Época Online, o ideólogo conservador disse que tinha um encontro marcado com o presidenciável, que se encontra em viagem pelos Estados Unidos. Mas o encontro foi substituído por uma conference call.

“Adianta eleger o Bolsonaro? Claro que não. Nessas condições, ele não dura seis meses na Presidência. Eu queria dar alguns conselhos no caso de ele ser eleito. Mas não posso contar quais”, ri Olavo.

Veja a matéria completa sobre o guru da direita AQUI.