A IMPRENSA CONSEGUIRÁ DESTRUIR BOLSONARO?

Veja, de outubro passado, e última edição da revista Isto É

No mês passado, a Veja estampou em sua capa que o deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) é uma “ameaça”. Agora, foi a vez de a revista Isto É, em sua última edição, estampar na capa que o polêmico pré-candidato à Presidência da República representa um “perigo”.

Se Bolsonaro é um perigo ou não, a meu ver, a imprensa está fazendo o seu papel de informar ao público as ideias controversas do candidato. Afinal, vamos ter uma eleição presidencial no ano que vem. Penso ser importante sabermos tudo a respeito de todos os presidenciáveis.

Agora, se a intenção da imprensa é destruir a candidatura de Bolsonaro – vista até, há pouco tempo, como folclórica, mas que a cada dia fica mais evidente que uma eventual vitória do presidenciável é uma possibilidade real de acontecer -, resta saber se as redações dos grandes jornais e de revistas renomadas conseguirão miná-la.

Que a imprensa ainda tem poder, isso é inquestionável. Todavia, é fato, também, que a imprensa não tem mais o protagonismo do passado. Hoje, a internet promove o contraponto por meio de sites, blogs e redes sociais. Portanto, ficou mais difícil para a imprensa manipular os fatos.

Outrossim, que venham mais capas da Veja, Isto É, Época e matérias polêmicas de jornais sobre todos os presidenciáveis. Informação nunca é demais. E que o eleitor tire suas próprias conclusões.

PRÓXIMO PRESIDENTE DO BRASIL SERÁ ELEITO PELAS REDES SOCIAIS

Que a internet tem sido uma aliada importante para a promoção dos candidatos políticos, isso não é nenhuma novidade. Mas a tendência agora aponta que a internet poderá ser a ferramenta determinante para eleger o próximo presidente do Brasil, em 2018. É o que mostra uma pesquisa do Ibope, divulgada na semana passada pelo colunista do Estadão, José Roberto de Toledo.

A meu ver, as redes sociais não serão apenas determinantes para eleger o presidente, mas também para todos os cargos políticos. Que os candidatos saibam usá-las com conteúdo de qualidade e transparência.

Abaixo, o texto na íntegra, publicado por Toledo em sua coluna:

Ibope, internet e voto

Pela primeira vez, uma pesquisa extraiu da boca do eleitor o que urnas e ruas sugeriam mas faltavam elementos para provar: a internet virou o maior influenciador para eleger um presidente. Sondagem inédita do Ibope revela que 56% dos brasileiros aptos a votar confirmam que as mídias sociais terão algum grau de influência na escolha de seu candidato presidencial na próxima eleição. Para 36%, as redes terão muita influência.

Nenhum dos outros influenciadores testados pelo Ibope obteve taxas maiores que essas. Nem a mídia tradicional, nem a família, ou os amigos – o trio que sempre aparecia primeiro em pesquisas semelhantes. Muito menos movimentos sociais, partidos, políticos e igrejas. Artistas e celebridades ficaram por último.

TV, rádio, revistas e jornais atingiram 35% de “muita influência” e 21% de “pouca influência”, somando os mesmos 56% de peso da internet. A diferença é que seus concorrentes virtuais estão em ascensão – especialmente junto aos jovens: no eleitorado de 16 a 24 anos, as mídias sociais têm 48% de “muita influência” eleitoral, contra 41% da mídia tradicional.

No total, conversa com amigos chega a 29% de “muita influência” para escolha do candidato a presidente, contra 27% das conversas com parentes. Movimentos sociais alcançaram 28%. A seguir aparecem partidos (24%), políticos influentes (23%), líderes religiosos (21%) e artistas e celebridades somados (16%).

Por que a internet tem um peso tão grande na eleição? A constatação do Ibope é importante por levantar essa questão, mas, sozinha, não é suficiente para respondê-la. Outras pesquisas baseadas em resultados eleitorais e estudos empíricos ajudam a entender o fenômeno, mesmo que indiretamente.

Lançado em 2016 nos EUA, o livro “Democracy for Realists” vem provocando polêmica por contestar o conceito popular de que, na democracia, o eleitor tem preferências claras sobre o que o governo deve fazer e elege governantes que vão transformá-las em políticas públicas. Para os autores, e dezenas de fontes que eles compilam, não é bem assim. O “do povo, pelo povo, para o povo” funciona na boca dos políticos, mas não na prática.

No mundo real, pessoas elegem representantes mesmo cujas ideias e propostas estão em desacordo com o que elas pensam. Não fosse assim, os congressistas brasileiros deveriam sepultar em vez de aprovar as reformas da Previdência e trabalhista, rejeitadas pela maioria dos que os enviaram para Brasília.

Segundo Achens e Bartel, o eleitor não vota em ideias, mas em identidades. Elege quem ele imagina que representa o seu lado contra o outro – sejam quais forem os lados. É aquela piada irlandesa. “Você é católico ou protestante? Ateu. Mas você é ateu católico ou ateu protestante?”. Ou seja: de que lado está?

Nos EUA, essa linha é mais fácil de traçar porque as identidades se resumem, eleitoralmente, a duas legendas. Mesmo na disruptiva eleição de Trump, 95% tanto de republicanos quanto de democratas votaram nos candidatos de seus partidos. E no Brasil, onde dois em cada três eleitores dizem não ter preferência partidária?

Nas eleições de 2004 a 2014, a geografia separou petistas de antipetistas. Bairros, cidades e Estados mais pobres ficaram majoritariamente de um lado; enquanto moradores dos locais mais ricos, em geral, ficaram do outro. Em 2016, não mais. A internet misturou e segue confundindo essas fronteiras. A construção de identidades virtuais via Facebook e Twitter aproxima forasteiros e afasta vizinhos. Proximidade física importa, mas menos.

Quanto mais tempo ele passar online, mais a internet influenciará o eleitor. O celular bateu a TV também na urna.

OU TEMER ESTÁ SENDO SABOTADO OU ELE GOSTA DE SER RIDICULARIZADO

Presidente Temer leva embaixadores para comer “carne brasileira” em churrascaria que só serve carne importada – Foto: Divulgação

Uma semana após ser duramente criticado na internet por causa de sua fala sobre o Dia Internacional da Mulher (ver AQUI), o presidente Michel Temer voltou a ser ridicularizado ontem (19/03) nas redes sociais por conta de um jantar com embaixadores numa churrascaria em Brasília.

Após o escândalo da Operação Carne Fraca, que expôs as maquiagens de alguns frigoríficos brasileiros em carnes estragadas, Temer, na tentativa de convencer a qualidade da carne do país, convidou embaixadores para acompanhá-lo à uma churrascaria.

Só que a churrascaria escolhida não serve carne brasileira.

“A gente não trabalha com carne brasileira. Só trabalha com corte europeu, australiano e uruguaio. Pode vir tranquilo que a gente mostra a câmara fria e o açougue”, disse o gerente do Steak Bull (antigo Porcão) ao Estadão.

Pois bem. Após a gafe vir à tona, o Palácio do Planalto divulgou a seguinte nota:

Nota à Imprensa

Todas carnes servidas, neste domingo, ao presidente Michel Temer e aos embaixadores convidados para jantar na churrascaria Steak Bull foram de origem brasileira. A gerência do estabelecimento inclusive apresentou os produtos servidos a órgãos sérios da imprensa que questionaram a origem do produto.

Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República

Que nota mais patética essa, não? O ideal era o presidente ter sido avisado antes que a tal churrascaria não servia carne brasileira. Com isso, teria sido evitado mais um vexame desnecessário pelo qual passara nas redes sociais.

Vale destacar aqui que, na semana passada, o relator da Reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), já havia declarado que o governo está perdendo a guerra da comunicação nas redes sociais.

Embora esse reconhecimento de incompetência comunicacional seja curioso, pois o governo tem altas contas com renomadas agências de publicidade, ainda assim é um pouco compreensível a derrota na guerra da comunicação em relação à Reforma da Previdência – a proposta realmente é polêmica e antipopular.

E é fato também que a aprovação popular do presidente é baixíssima. E ainda vale destacar que o próprio não está preocupado com sua popularidade. À revista The Economist, Temer disse que prefere ser “impopular a populista”.

Mas daí a produzir fatos grotescos contra sua própria imagem, já é demais! Será que não tem ninguém competente da assessoria do presidente para alertá-lo contra certos equívocos?

Às vezes, eu tenho a impressão de que o presidente Temer está sendo sabotado, que pessoas próximas a ele querem mesmo prejudicá-lo e queimar cada vez mais sua imagem junto à opinião pública. Ou então de que ele gosta de ser ridicularizado, pois é inacreditável que situações com potencialidade de ridicularização de sua imagem passem tão despercebidas.

No caso de Dilma, as gafes da ex-presidente eram até cômicas, pois conciliavam em alguns momentos com sua reconhecida incompetência política. Mas, as do atual presidente, demonstram amadorismo e falta de atenção de quem parecia ser um homem sério e político experiente. Elas estão contribuindo para aumentar sua impopularidade.

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SAIBA POR QUE ALCKMIN ESTÁ PERDENDO PARA DORIA NA AUDIÊNCIA DOS VÍDEOS

Geraldo Alckmin e João Doria – Foto: Divulgação

O blog Maquiavel, do site da revista Veja, informa que, após o fenômeno do prefeito João Doria no Facebook – que publica vídeos relatando a sua rotina na Prefeitura de São Paulo -, o governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB), decidiu seguir o exemplo de seu afiliado político.

No entanto, o blog chama a atenção para o fato de que Alckmin não tem conseguido acompanhar Doria nem na audiência nem no desempenho em frente às câmeras. Enquanto o prefeito registrou uma média de 1,4 milhão de visualizações por vídeo em janeiro, conforme levantamento de VEJA, o vídeo de melhor resultado do governador – o anúncio de uma parceria para instalar wi-fi nas estações de Metrô – marcava 164 mil até ontem (20/02). Ou seja, pouco mais de 10% da média de audiência do seu afiliado.

Mas é óbvio que Alckmin não ia conseguir em tão pouco tempo encostar na audiência do Doria. A questão é que, além da intimidade com as câmeras, Doria ainda é uma grande novidade na política. Por isso, a audiência de seus vídeos é maior. A curiosidade em torno de sua pessoa política continua enorme. Todos estão de olho no fenômeno Doria!

Já o governador Geraldo Alckmin, está na política há muito tempo. E também não é novidade para ninguém que ele nunca foi lá uma figura muito carismática. Tanto é que já até o apelidaram de “picolé de xuxu”. No entanto, é um homem que transmite seriedade e competência.

Penso que seus conteúdos podem, sim, ser mais leves e até descontraídos, mas nada exagerado para não parecer uma coisa forçada.

Quanto ao Doria, ele é um homem midiático. Foi apresentador de TV por muitos anos, é natural que tenha desenvoltura diante das câmeras. Portanto, nada a ver querer comparar Alckmin com ele, neste quesito.

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HUMBERTO COSTA ‘CAUSA’ NA INTERNET AO ESCOLHER A REVISTA VEJA PARA REPOSICIONAR SUA IMAGEM POLÍTICA

Senador Humberto Costa (PT) – Foto: Cristiano Mariz/VEJA

Odiada e taxada de golpista por petistas e esquerdistas em geral, mas ainda muito lida e merecedora de atenção por uma grande parcela da opinião pública, Humberto Costa sabia que sua entrevista à revista VEJA iria ‘causar’. E chamou mesmo a atenção!

Não só dos militantes petistas, que têm demonstrado suas indignações nas caixas de comentários dos blogs alinhados ao PT, como também dos leitores tradicionais da VEJA e outros que ficaram surpresos ao vê-lo nas páginas amarelas da última edição da mais famosa publicação da Editora Abril, fazendo uma autocrítica do Partido dos Trabalhadores.

À revista, Costa disse que chegou a hora de o PT admitir que se envolveu em corrupção, pedir desculpas à sociedade pelos erros que cometeu, abandonar o discurso de “denúncia do golpe” e apresentar propostas econômicas para tirar o país do atoleiro. “A autocrítica é necessária, essencial, mas não é suficiente”, afirma.

Na minha opinião, o senador Humberto Costa começou um processo de reposicionamento de sua imagem política.

De burro ele não tem nada. Sabe que o tal discurso de golpe não tem mais qualquer valia, que insistir neste papo patético e ultrapassado só vai afastá-lo do público mais conectado com a atual realidade política e econômica do país.

Fato é que, todo político visionário, sabe a hora de mudar de opinião quando a conjuntura pede.

Agora, se ele pretende mesmo fazer um reposicionamento radical em sua imagem, penso que terá que sair do PT. Até porque pelo que vi nos comentários dos militantes nos blogs petistas, o senador virou persona non grata após sua entrevista para a VEJA.

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80% DOS BRASILEIROS ACHAM QUE OS GOVERNOS DEVERIAM USAR MAIS AS MÍDIAS SOCIAIS

De acordo com a pesquisa CNT/MDA divulgada na última quarta-feira (15/02), 80,6% dos brasileiros acham que os governos deveriam usar mais as redes sociais para interagir com a população e 80,2% consideram que os governos deveriam usar mais a internet para auxiliar a população no acesso a serviços.

Penso que essa pesquisa é uma ótima referência para os governos (municipal, estadual e federal) avaliarem a forma como estão se comunicando com a população. Vale destacar que os tempos mudaram e o povo agora quer mais informação e qualidade nos serviços.

O governante que não promover nestes novos tempos uma comunicação eficaz com a população estará fadado ao fracasso. Com a popularização da internet, o surgimento das redes sociais e o barateamento dos smartphones, é fato que o povo está se tornando cada vez mais exigente em relação à política e aos políticos.

Confira abaixo alguns dados da pesquisa sobre o acesso da população à internet e às redes sociais:

73,9% dos entrevistados utilizam computador, notebook, tablet ou smartphone. Entre eles, a maioria (92,0%) usa celulares/smartphones.

70,8% disseram usar a Internet. Entre eles, 78,8% acessam diariamente e 17,2% somente alguns dias da semana. Em relação à finalidade do uso, 64,9% acessam as redes sociais e 51,2% buscam notícias.

Entre os tipos de equipamentos utilizados para o acesso à internet, os entrevistados citaram: celulares (85,6%), computadores/desktop (28,9%), notebooks (21,3%) e tablets (5,9%). 76,6% costumam acessar a internet em casa e 27,4% no trabalho.

Entre as redes que mais utilizam para acessar a Internet, foram citadas: rede fixa (assinatura via internet fixa / WiFi) 69,7% / rede móvel (via pacote de dados) 52,5% / redes públicas (restaurantes, lojas, etc.) 6,4%

49,5% não prestam atenção nas propagandas veiculadas na Internet. Já 29,2% prestam atenção, embora considerem que não sejam melhores que as da TV, rádio, revistas e jornais. E 19,7% disseram prestar atenção e consideram as propagandas melhores.

Sobre as redes sociais que utilizam, os entrevistados citaram: Whatsapp (87,1%), Facebook (78,3%), YouTube (33,7%), Twitter (11,6%), Instagram (2,6%).

80,2% acreditam apenas algumas vezes nas informações que leem ou veem na Internet, e 78,5% acreditam algumas vezes no que leem e veem nas redes sociais.

O Google é citado por 56,5% dos entrevistados como o meio em que mais confiam nas informações. Em seguida, aparecem Whatsapp (17,2%) e Facebook (12,4%). Quando querem conferir alguma informação, 50,5% utilizam a Internet e 41,3% conversam com as pessoas.

Em relação a crianças usarem Internet e redes sociais, 50,1% são contra e 25,3% são a favor, enquanto que 21,1% se consideram indiferentes. A maioria (58,0%) acha que a Internet tem má influência na formação de crianças e 17,6% avaliam que não interfere. Entre os entrevistados com filhos ou dependentes, 37,8% sempre monitoram as ações deles.

Em relação à opinião sobre o uso da Internet nos estudos/trabalho/formação pessoal/profissional, 65,9% afirmam que ajuda, mas é preciso saber usar.

A pesquisa CNT/MDA foi realizada de 8 a 11 de fevereiro de 2017. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 138 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões. Confira AQUI o levantamento na íntegra.

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