A IMPRENSA CONSEGUIRÁ DESTRUIR BOLSONARO?

Veja, de outubro passado, e última edição da revista Isto É

No mês passado, a Veja estampou em sua capa que o deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) é uma “ameaça”. Agora, foi a vez de a revista Isto É, em sua última edição, estampar na capa que o polêmico pré-candidato à Presidência da República representa um “perigo”.

Se Bolsonaro é um perigo ou não, a meu ver, a imprensa está fazendo o seu papel de informar ao público as ideias controversas do candidato. Afinal, vamos ter uma eleição presidencial no ano que vem. Penso ser importante sabermos tudo a respeito de todos os presidenciáveis.

Agora, se a intenção da imprensa é destruir a candidatura de Bolsonaro – vista até, há pouco tempo, como folclórica, mas que a cada dia fica mais evidente que uma eventual vitória do presidenciável é uma possibilidade real de acontecer -, resta saber se as redações dos grandes jornais e de revistas renomadas conseguirão miná-la.

Que a imprensa ainda tem poder, isso é inquestionável. Todavia, é fato, também, que a imprensa não tem mais o protagonismo do passado. Hoje, a internet promove o contraponto por meio de sites, blogs e redes sociais. Portanto, ficou mais difícil para a imprensa manipular os fatos.

Outrossim, que venham mais capas da Veja, Isto É, Época e matérias polêmicas de jornais sobre todos os presidenciáveis. Informação nunca é demais. E que o eleitor tire suas próprias conclusões.

CHAMADA DE ‘DEMÔNIO’ POR BISPO CATÓLICO, A QUEM A GLOBO AGRADA?

Bispo da Diocese de Apucarana (PR), Dom Celso Antônio Marchiori – Foto: Reprodução

Não é de hoje que a Globo é duramente criticada pelos petistas, esquerdistas em geral e pelos evangélicos.

E de uns tempos pra cá, desde que a direita se despontou com força total no cenário político brasileiro, a emissora carioca passou a ser alvo também de críticas por parte dos conservadores.

E vista como um canal simpático aos católicos, a Globo já não tem mais agradado a essa denominação religiosa.

Um vídeo do bispo da Diocese de Apucarana (PR), Dom Celso Antônio Marchiori, em que ele chama a emissora de ‘demônio’ e pede aos fiéis para não assisti-la mais, não só viralizou nas redes sociais, como também foi publicado em diversos blogs e sites de esquerda, de direita, e de segmentos evangélicos e católicos.

“Nós, católicos, não deveríamos mais assistir nenhuma novela da Rede Globo. Aliás, nós, católicos, não deveríamos assistir mais a Rede Globo, porque a Rede Globo é um demônio dentro das nossas casas”, declarou o religioso.

O fato curioso é que, apesar de ser sistematicamente criticada na internet por diversos grupos da sociedade, a Globo segue líder de audiência em todo o país. Principalmente, a polêmica novela de Glória Perez, “A Força do Querer”, que vem registrando altos índices no ibope.

Sendo assim, a pergunta que não quer calar é: a quem, então, a Globo agrada?

É um caso a ser estudado, não é mesmo?

Assista ao vídeo:

ARTISTAS QUE SE CALARAM CONTRA CORRUPÇÃO DE LULA E DILMA LANÇAM VÍDEO PARA PRESSIONAR DEPUTADOS A VOTAR CONTRA TEMER

Cantores e alguns atores globais lançaram ontem (10/11) o site 342agora.org.br e um vídeo pedindo para que as pessoas pressionem 342 dos 513 deputados federais a votar a favor da denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer no plenário da Câmara. 342 é o número necessário de votos para que Temer possa ser julgado e afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Nada contra a investigação da denúncia de corrupção envolvendo o presidente Temer, mas se tivéssemos visto engajamento parecido desses artistas na época do mensalão, do Petrolão e no processo de impeachment de Dilma, diria que esse movimento poderia até ser levado a sério.

No entanto, a meu ver, o posicionamento político atual desses artistas não passa de uma grande contradição oportunista. Parece mais um ato de apoio aos petistas. Algo surreal!

Assista abaixo ao vídeo 342 Agora:

PRÓXIMO PRESIDENTE DO BRASIL SERÁ ELEITO PELAS REDES SOCIAIS

Que a internet tem sido uma aliada importante para a promoção dos candidatos políticos, isso não é nenhuma novidade. Mas a tendência agora aponta que a internet poderá ser a ferramenta determinante para eleger o próximo presidente do Brasil, em 2018. É o que mostra uma pesquisa do Ibope, divulgada na semana passada pelo colunista do Estadão, José Roberto de Toledo.

A meu ver, as redes sociais não serão apenas determinantes para eleger o presidente, mas também para todos os cargos políticos. Que os candidatos saibam usá-las com conteúdo de qualidade e transparência.

Abaixo, o texto na íntegra, publicado por Toledo em sua coluna:

Ibope, internet e voto

Pela primeira vez, uma pesquisa extraiu da boca do eleitor o que urnas e ruas sugeriam mas faltavam elementos para provar: a internet virou o maior influenciador para eleger um presidente. Sondagem inédita do Ibope revela que 56% dos brasileiros aptos a votar confirmam que as mídias sociais terão algum grau de influência na escolha de seu candidato presidencial na próxima eleição. Para 36%, as redes terão muita influência.

Nenhum dos outros influenciadores testados pelo Ibope obteve taxas maiores que essas. Nem a mídia tradicional, nem a família, ou os amigos – o trio que sempre aparecia primeiro em pesquisas semelhantes. Muito menos movimentos sociais, partidos, políticos e igrejas. Artistas e celebridades ficaram por último.

TV, rádio, revistas e jornais atingiram 35% de “muita influência” e 21% de “pouca influência”, somando os mesmos 56% de peso da internet. A diferença é que seus concorrentes virtuais estão em ascensão – especialmente junto aos jovens: no eleitorado de 16 a 24 anos, as mídias sociais têm 48% de “muita influência” eleitoral, contra 41% da mídia tradicional.

No total, conversa com amigos chega a 29% de “muita influência” para escolha do candidato a presidente, contra 27% das conversas com parentes. Movimentos sociais alcançaram 28%. A seguir aparecem partidos (24%), políticos influentes (23%), líderes religiosos (21%) e artistas e celebridades somados (16%).

Por que a internet tem um peso tão grande na eleição? A constatação do Ibope é importante por levantar essa questão, mas, sozinha, não é suficiente para respondê-la. Outras pesquisas baseadas em resultados eleitorais e estudos empíricos ajudam a entender o fenômeno, mesmo que indiretamente.

Lançado em 2016 nos EUA, o livro “Democracy for Realists” vem provocando polêmica por contestar o conceito popular de que, na democracia, o eleitor tem preferências claras sobre o que o governo deve fazer e elege governantes que vão transformá-las em políticas públicas. Para os autores, e dezenas de fontes que eles compilam, não é bem assim. O “do povo, pelo povo, para o povo” funciona na boca dos políticos, mas não na prática.

No mundo real, pessoas elegem representantes mesmo cujas ideias e propostas estão em desacordo com o que elas pensam. Não fosse assim, os congressistas brasileiros deveriam sepultar em vez de aprovar as reformas da Previdência e trabalhista, rejeitadas pela maioria dos que os enviaram para Brasília.

Segundo Achens e Bartel, o eleitor não vota em ideias, mas em identidades. Elege quem ele imagina que representa o seu lado contra o outro – sejam quais forem os lados. É aquela piada irlandesa. “Você é católico ou protestante? Ateu. Mas você é ateu católico ou ateu protestante?”. Ou seja: de que lado está?

Nos EUA, essa linha é mais fácil de traçar porque as identidades se resumem, eleitoralmente, a duas legendas. Mesmo na disruptiva eleição de Trump, 95% tanto de republicanos quanto de democratas votaram nos candidatos de seus partidos. E no Brasil, onde dois em cada três eleitores dizem não ter preferência partidária?

Nas eleições de 2004 a 2014, a geografia separou petistas de antipetistas. Bairros, cidades e Estados mais pobres ficaram majoritariamente de um lado; enquanto moradores dos locais mais ricos, em geral, ficaram do outro. Em 2016, não mais. A internet misturou e segue confundindo essas fronteiras. A construção de identidades virtuais via Facebook e Twitter aproxima forasteiros e afasta vizinhos. Proximidade física importa, mas menos.

Quanto mais tempo ele passar online, mais a internet influenciará o eleitor. O celular bateu a TV também na urna.

“FORA, TEMER” VIROU UMA GRANDE PIADA!

A julgar pela enorme rejeição ao presidente apontada pelas pesquisas e pelos comentários negativos contra ele nas redes sociais tanto por parte da direita quanto da esquerda – essa, então, mais enfática e se materializando em movimentos nas ruas -, esperava-se que as vias públicas de todo o país fossem tomadas por uma multidão durante os quatro dias de julgamento da cassação de Michel Temer, no TSE. Só que não. O que se viu foi um silêncio ensurdecedor.

O sumiço dos partidos de esquerda, dos movimentos sociais, das centrais sindicais e o silêncio de alguns cantores e artistas globais causaram um enorme espanto nos últimos dias de efervescência do debate político. No momento mais propício, que seria o ápice do movimento “Fora, Temer”, eles sumiram completamente das avenidas, ruas e praças. Vale lembrar que, há pouquíssimos dias, esse pessoal estava pedindo “Fora, Temer” e “Diretas Já” na Praia de Copacabana, no Rio, e no Largo da Batata, em São Paulo.

É óbvio que os brasileiros de variadas correntes políticas estão estupefatos com tudo que está acontecendo na política do país. Todavia, o silêncio dos que não se identificam ou se simpatizam com os pensamentos da esquerda, pode ser explicado como um misto de perplexidade e impotência diante dos tenebrosos fatos políticos dos dias atuais.

Já o silêncio das esquerdas, durante os quatro dias de julgamento de Temer no TSE, foi surreal. Mas sabemos que foi proposital, a estratégia era preservar Dilma e o PT. Afinal, o que estava sendo julgado era a chapa Dilma-Temer. Caso Temer fosse cassado, Dilma também teria seus direitos políticos cassados e a patética tese do “golpe” seria totalmente destruída.

Mas a desfaçatez desse pessoal é tão grande que, foi só terminar o julgamento, com a absolvição de Temer dada pelo voto minerva do ministro Gilmar Mendes, para que os blogs e militantes esquerdistas começassem imediatamente a criticar nas redes sociais o resultado e a posição do polêmico ministro. Ora, vale ressaltar que o escandaloso resultado já era esperado. O TSE já havia sinalizado na véspera que ia absolver Temer. No entanto, os blogs e militantes ficaram caladinhos. Não deram um pio sequer contra o que se supunha que ia acontecer.

O fato é que eles adoraram o resultado. Os ataques contra Gilmar Mendes não passam de um grande teatro. A absolvição de Temer foi comemoradíssima pelos esquerdistas, pois Dilma foi beneficiada com a não cassação do presidente.

Com isso, o movimento “Fora, Temer” virou uma grande piada. As esquerdas agora não têm mais moral para pedir a saída do presidente do poder, seja em que circunstância for. Pois tiveram uma grande oportunidade para mostrarem um compromisso verdadeiro com o país durante os quatro dias de julgamento no TSE, ou seja, lotar avenidas, ruas e praças para pedir a cassação de Temer. Mas preferiram se calar de forma surreal e covarde.

É por essa e outras que a política brasileira está terrivelmente desacreditada. O povo não sabe em quem acreditar. Há uma enorme crise de representatividade e liderança política no país.

A esperança de uma possível “salvação” está nas eleições de 2018. Quem sabe o povo não promova uma enorme faxina na política, dando um rotundo “NÃO” aos corruptos e aos hipócritas de plantão? Sonhar não custa nada! À conferir.

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MARCELO ODEBRECHT DETONOU A ‘SANTA DILMA’

Em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divulgado com exclusividade ontem (23/03) pelo site O Antagonista, o empresário Marcelo Odebrecht detonou a áurea de honestidade da ex-presidente Dilma Rousseff, tida, até então, como uma ‘santa’ pelos militantes petistas e da esquerda em geral.

Segundo o ex-presidente da Odebrecth, Dilma sabia da “dimensão” das doações por meio de caixa 2 feitas pela empresa à campanha da petista à reeleição.

“A Dilma sabia da dimensão da nossa doação, e sabia que nós éramos quem doá… quem fazia grande parte dos pagamentos via caixa dois para [o marqueteiro] João Santana. Isso ela sabia”, disse Odebrecht no depoimento.

Questionado novamente sobre as doações, reafirmou:

“O que Dilma sabia era que a gente fazia, tinha uma contribuição grande – a dimensão da nossa contribuição era grande, ela sabia disso – e ela sabia que a gente era responsável por muitos pagamentos para o João Santana. Ela nunca me disse que sabia que era caixa 2, mas é natural, é só fazer uma… ela sabia que toda aquela dimensão de pagamentos não estava na prestação do partido”, disse o empresário.

No depoimento, Marcelo Odebrech ainda revelou que foi ele quem “inventou” a campanha de Dilma à reeleição em 2014:

“A campanha presidencial de 2014, ela foi inventada primeiro por mim, tá? E… eu não me envolvi na maior parte das demais campanhas, mas a… a eleição presidencial foi… eu conheço ela… os valores foram definidos por mim”, afirmou o empresário.

Pois bem. Resta saber se depois dessas revelações de Marcelo Odebrecht, os devotos da Santa Dilma vão continuar pregando sua “honestidade” nas redes sociais. À conferir.

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OU TEMER ESTÁ SENDO SABOTADO OU ELE GOSTA DE SER RIDICULARIZADO

Presidente Temer leva embaixadores para comer “carne brasileira” em churrascaria que só serve carne importada – Foto: Divulgação

Uma semana após ser duramente criticado na internet por causa de sua fala sobre o Dia Internacional da Mulher (ver AQUI), o presidente Michel Temer voltou a ser ridicularizado ontem (19/03) nas redes sociais por conta de um jantar com embaixadores numa churrascaria em Brasília.

Após o escândalo da Operação Carne Fraca, que expôs as maquiagens de alguns frigoríficos brasileiros em carnes estragadas, Temer, na tentativa de convencer a qualidade da carne do país, convidou embaixadores para acompanhá-lo à uma churrascaria.

Só que a churrascaria escolhida não serve carne brasileira.

“A gente não trabalha com carne brasileira. Só trabalha com corte europeu, australiano e uruguaio. Pode vir tranquilo que a gente mostra a câmara fria e o açougue”, disse o gerente do Steak Bull (antigo Porcão) ao Estadão.

Pois bem. Após a gafe vir à tona, o Palácio do Planalto divulgou a seguinte nota:

Nota à Imprensa

Todas carnes servidas, neste domingo, ao presidente Michel Temer e aos embaixadores convidados para jantar na churrascaria Steak Bull foram de origem brasileira. A gerência do estabelecimento inclusive apresentou os produtos servidos a órgãos sérios da imprensa que questionaram a origem do produto.

Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República

Que nota mais patética essa, não? O ideal era o presidente ter sido avisado antes que a tal churrascaria não servia carne brasileira. Com isso, teria sido evitado mais um vexame desnecessário pelo qual passara nas redes sociais.

Vale destacar aqui que, na semana passada, o relator da Reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), já havia declarado que o governo está perdendo a guerra da comunicação nas redes sociais.

Embora esse reconhecimento de incompetência comunicacional seja curioso, pois o governo tem altas contas com renomadas agências de publicidade, ainda assim é um pouco compreensível a derrota na guerra da comunicação em relação à Reforma da Previdência – a proposta realmente é polêmica e antipopular.

E é fato também que a aprovação popular do presidente é baixíssima. E ainda vale destacar que o próprio não está preocupado com sua popularidade. À revista The Economist, Temer disse que prefere ser “impopular a populista”.

Mas daí a produzir fatos grotescos contra sua própria imagem, já é demais! Será que não tem ninguém competente da assessoria do presidente para alertá-lo contra certos equívocos?

Às vezes, eu tenho a impressão de que o presidente Temer está sendo sabotado, que pessoas próximas a ele querem mesmo prejudicá-lo e queimar cada vez mais sua imagem junto à opinião pública. Ou então de que ele gosta de ser ridicularizado, pois é inacreditável que situações com potencialidade de ridicularização de sua imagem passem tão despercebidas.

No caso de Dilma, as gafes da ex-presidente eram até cômicas, pois conciliavam em alguns momentos com sua reconhecida incompetência política. Mas, as do atual presidente, demonstram amadorismo e falta de atenção de quem parecia ser um homem sério e político experiente. Elas estão contribuindo para aumentar sua impopularidade.

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